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Coleta de orgânicos em bares e restaurantes chega a 26 toneladas e será ampliada no Centro de Florianópolis

Por Assessoria de imprensa

Publicado em 05/08/2026
Coleta de orgânicos em bares e restaurantes chega a 26 toneladas e será ampliada no Centro de Florianópolis

Após atingir recorde de 9 toneladas em julho, iniciativa da CDL Florianópolis chega ao Centro Oeste em 17 de agosto

A coleta seletiva de resíduos orgânicos realizada em bares, restaurantes e outros estabelecimentos do Centro de Florianópolis já retirou 26,05 toneladas de material do descarte comum desde abril. Após cadastrar 76 empreendimentos no Centro Leste e registrar o maior volume mensal em julho, a iniciativa será ampliada para o Centro Oeste a partir de 17 de agosto.

A operação surgiu de uma articulação do Núcleo Centro Histórico da CDL Florianópolis com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável para facilitar a separação e a destinação correta dos restos de alimentos produzidos pelos estabelecimentos da região. Desde o início do serviço, em 14 de abril, o volume recolhido vem crescendo mês a mês. Foram coletadas 3,65 toneladas em abril, 4,83 toneladas em maio, 8,24 toneladas em junho e 9,33 toneladas em julho. O último mês estabeleceu um novo recorde para a operação, com crescimento de 13% em relação a junho.

Um dos entraves identificados para a adesão dos empresários era o armazenamento adequado do material até o recolhimento. Para viabilizar o processo, o Núcleo Centro Histórico organizou uma compra coletiva de bombonas com tampas herméticas, reduzindo os custos e garantindo recipientes que evitem vazamentos e odores.

Os estabelecimentos participantes separam os resíduos orgânicos durante suas operações e os armazenam até a passagem da coleta, realizada às terças, quintas e sábados. No Restaurante Berzagui, na Rua Tiradentes, aproximadamente seis galões são destinados semanalmente ao serviço.

“É uma quantidade expressiva de resíduos que antes seguia junto com o lixo comum. Hoje, nossa equipe faz a separação durante a rotina do restaurante e encaminha cerca de seis galões por semana para a coleta. Ter dias definidos e recipientes adequados tornou o processo organizado e viável para o estabelecimento”, afirma Ícaro César Berzagui Machado, empresário e associado da CDL Florianópolis.

Para David Vieira, coordenador do Núcleo Centro Histórico da CDL, o crescimento da coleta demonstra que a adesão dos empresários depende de soluções compatíveis com a rotina dos estabelecimentos.

“A proposta surgiu da necessidade de transformar a separação dos resíduos em um processo possível para bares e restaurantes. A CDL ajudou a organizar a compra das bombonas, mobilizou os empresários e construiu a articulação com o município. Chegar a 76 estabelecimentos e ultrapassar 26 toneladas em poucos meses mostra que a operação ganhou consistência e está pronta para avançar para outra região do Centro”, destaca.

A ação também auxilia os estabelecimentos no cumprimento da Lei Municipal nº 10.501/2019, que estabelece a reciclagem dos resíduos sólidos orgânicos em Florianópolis. Ao separar os restos de alimentos do lixo comum, a operação reduz o volume encaminhado ao aterro sanitário e permite que o material retorne à cadeia produtiva.

A ampliação para o Centro Oeste será acompanhada por ações de orientação e educação ambiental junto aos empresários. A nova etapa seguirá o modelo adotado no Centro Leste, com o cadastro dos estabelecimentos, a organização da rotina de separação e o recolhimento específico dos resíduos orgânicos.

Resíduo retorna ao Centro como adubo

Depois de recolhidos, os restos de alimentos são encaminhados ao Centro de Valorização de Resíduos, no Itacorubi, onde passam pelo processo de compostagem. O adubo resultante deverá retornar à região para ser utilizado no plantio e na manutenção de árvores e jardins do Viva a Cidade Arborizada.

Desenvolvido pela CDL Florianópolis e executado pela Arboran, o projeto prevê ampliar a arborização do Centro Leste e contribuir para a redução das ilhas de calor e a qualificação dos espaços públicos. A iniciativa já foi lançada e teve a primeira árvore plantada no Calçadão João Pinto.

Neste momento, o projeto está em análise técnica pelos órgãos municipais. Após avaliação da Floram, a proposta foi encaminhada ao Serviço do Patrimônio Histórico, Artístico e Natural do Município (Sephan), pois o Centro Leste integra a área de preservação histórica de Florianópolis.

A análise deverá definir as adequações necessárias para as intervenções nas calçadas, nos meios-fios e nos paralelepípedos antes da continuidade dos plantios. Quando essa etapa avançar, o composto orgânico poderá ser misturado ao solo e reaplicado periodicamente para auxiliar no desenvolvimento da vegetação.

“O projeto fecha o ciclo dentro do próprio bairro. O resíduo produzido por bares e restaurantes deixa de seguir para o aterro, passa pela compostagem e poderá retornar como adubo para nutrir as árvores e os jardins do Centro. É uma conexão direta entre gestão de resíduos, arborização e resiliência urbana”, explica o biólogo e CEO da Arboran, Paulo Garbugio.

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