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A Taxa do Mundo é Nossa!

Por Anderson Ramos Augusto e Sérgio Luiz da Silva

Publicado em 13/04/2026
A Taxa do Mundo é Nossa!

Parabéns, Brasil! Em fevereiro de 2026 o país registrou 81,7 milhões de pessoas inadimplentes, representando um dos maiores patamares da série histórica, segundo a Serasa. Enquanto isso o governo federal, fiel à tradição gastadora, acumula sucessivos déficits primários e, aflito com a baixa popularidade, intensifica medidas de cunho populista, agravando-se o quadro de irresponsabilidade fiscal.

Em matéria de desarranjo econômico, somos campeões. Taxa Selic nas alturas, segundo maior juro real do mundo (perdemos apenas para a Turquia), dívida pública beirando 90% do PIB e o Planalto imprimindo dinheiro como confete. Gastos com privilégios ao funcionalismo público superam em várias ordens de magnitude os investimentos em infraestrutura, que minguam a 1% do PIB. É o keynesianismo tropical: estimule a economia injetando em bolsos errados e ignore fundamentos básicos como equilíbrio orçamentário. 

O resultado não poderia ser mais desanimador: desemprego em 8%, aumento exponencial de famílias superendividadas, investimentos em transe. Mas o remédio que Suas Excelências encontraram é ainda pior que a doença: já que cortar gastos provoca urticária, a sociedade como um todo paga o preço. E paga caro. Ingênuo (para não dizer outra coisa) é aquele que acreditou que a “Reforma Tributária” poria fim ao manicômio fiscal. A unificação dos impostos pariu uma aberração que atende pela sigla IBS, com uma alíquota mínima estimada em 27% na largada. E isso na visão mais otimista!

Ainda bem que a Copa do Mundo está chegando e, com ela, o clássico ufanismo tupiniquim. Não por menos, pesquisa recente do Datafolha aponta que 70% da população rejeita a adoção de medidas de austeridade, preferindo o delírio populista de agora a um futuro minimamente previsível. Colapso fiscal pós-Copa e pós-eleições? Bobagem, que venha o próximo governo limpar a bagunça. 

Agora é hora de comemorar e torcer: a Taxa do Mundo é Nossa!

Anderson Ramos Augusto
Advogado e Conselheiro da CDL de Florianópolis; Gerente Jurídico da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Santa Catarina; processualista civil com área de concentração no Direito do Consumidor

Sérgio Luiz da Silva
Economista e empresário; ex-Diretor Financeiro e atual Conselheiro Fiscal da CDL de Florianópolis (gestão 2025-2026)

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