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Bares e restaurantes da Victor Meirelles reduzem horário de atendimento para meia-noite

Medida provisória será por 30 dias para restabelecer a ordem e a segurança na região leste do Centro Histórico de Florianópolis

Uma nova reunião entre o poder público e os empresários de bares e restaurantes da rua Victor Meirelles aconteceu na CDL de Florianópolis, na tarde desta quinta-feira (22), para avançar nas ações de segurança da região leste do Centro Histórico. O encontro foi conduzido pelo promotor de Justiça Daniel Paladino e contou com a presença das Polícias Civil, Militar e Bope, Guarda Municipal, Prefeitura, Conseg Centro, CDL de Florianópolis e donos de bares da região.

Diante da difícil decisão, os empresários concordaram fechar as portas duas horas antes do horário de atendimento para colaborar com as ações da Polícia Militar – que deve atuar com efetivo pesado já neste final de semana para evitar o tumulto e a desordem na Avenida Hercílio Luz. A partir de sexta-feira (23) até o dia 22 de setembro, bares e restaurantes da rua Victor Meirelles deverão abrir das 18h à 0h. A medida provisória será pelo período de 30 dias.

De acordo com o promotor Daniel Paladino, a força-tarefa está engajada para que as ações de curto prazo sejam estabelecidas de forma imediata e a ordem restabelecida. “Todos estão abdicando de alguma coisa e a medida provisória de fechar antes do horário é justamente para não ter sacrifícios mais duros lá na frente, que podem acarretar no fechamento dos estabelecimentos por falta de movimento de pessoas de bem”, explica Paladino.

Duas novas reuniões devem ocorrer com os empresários e o poder público para acompanhar os avanços das ações. Dia 9 de setembro terá uma avaliação prévia dos fatos e no dia 23 será analisado o retorno dos bares e restaurantes para o horário normal de funcionamento – das 18h às 2h, de acordo com os alvarás.

Para o gerente de Articulação e Negócios da CDL de Florianópolis a medida é emergencial e necessária para devolver a ordem e a segurança para os proprietários, moradores e frequentadores de bem dos bares da região. “A fiscalização precisa ser mais efetiva e rígida para coibir essa situação, pois o público que ocupa esse espaço após o fechamento dos bares prejudica não só a rotina e o movimento dos estabelecimentos da região, mas também o sossego dos moradores”, avalia Leite.

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