Clipping Diário - 23/05/2017

CDL


Entrevista

Rádio Guarujá
Fonte: Hélio Leite
Pauta: Ação com Pessoas em situação de rua
Link: http://www.clipagens.com.br/fmanager/clipagem/radio/arquivo21571_1.mp3


Geral


Fonte: Notícias do Dia

Audiência sobre Plano Diretor de Florianópolis termina sem acordo na Justiça Federal

A Prefeitura de Florianópolis e o MPF (Ministério Público Federal) não chegaram a um acordo para conclusão do processo participativo do novo Plano Diretor na audiência de conciliação, realizada na tarde desta segunda-feira (22), na 6ª Vara da Justiça Federal em Florianópolis. O município não aceitou a proposta da procuradora Analúcia Hartmann para que fosse estabelecido novo cronograma e critério para discutir o rebatimento dos 522 artigos do anteprojeto. O procurador Augusto Porto de Moura, que representou o prefeito Gean Loureiro (PMDB) na audiência, afirmou que o município não iria conciliar para não correr o risco de descumprir novos prazos.

A audiência de conciliação foi proposta na tentativa de construir um cronograma para discutir a minuta final do projeto, que teria sido concluída no dia 31 de março pelos técnicos do Ipuf (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis), mas que apresenta divergência sobre as definições em diversos artigos, os chamados dissensos, dos quais não há entendimento entre 40 entidades, órgãos públicos e representantes da sociedade civil, que compõem o Núcleo Gestor.

Segundo o MPF e membros do Núcleo Gestor, o município teria promovido “inovações” no Plano Diretor sem que tais questões tivessem necessariamente passado pelo debate público como determinou decisão do TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) em 2015. “O município não está cumprindo com a decisão do TRF4, que determinou a participação popular. A prefeitura está em mora há muito tempo, este processo deveria ter começado em 2015, mas as audiências foram realizadas só em 2016 e nós temos uma minuta sobre questões que não foram debatidas em audiências públicas. O Ipuf não pode promover alterações sem que justifiquem ilegalidades ou erros técnicos”, afirmou Analúcia.

Município recusou acordo para não descumprir mais prazos

No entendimento do município, sem definição, ficaria a cargo da Câmara de Vereadores a redação final nos casos dos dissensos. Durante a audiência, o procurador do município, Augusto Porto de Moura, repudiou que o processo esteja sofrendo “intervenções exteriores” e argumentou que decisão recente do TRF4 dá autonomia ao município. “A conciliação neste processo não funcionou muito bem. O município não vai conciliar em mais prazo. Isso a gente não quer, conciliar para descumprir e ser penalizado”, afirmou. Moura informou ainda que a minuta do projeto será encaminhada ao Núcleo Gestor até o dia 28 de agosto.

Multa de R$ 10 milhões e processo por improbidade

Diante da recusa de um acordo, a procuradora Analúcia Hartmann informou que entrará com pedido de execução da sentença que em 2015 determinou a realização das 13 audiências e apresentação de minuta do projeto em 60 dias sob pena de multa que pode chegar a R$ 10 milhões aos cofres públicos. “Requer o MPF que seja intimado o município ao estrito cumprimento do prazo definido na ordem judicial, sob pena da aplicação da multa já fixada em março de 2014, advertindo-se desde já ao prefeito, acerca da possibilidade de sua eventual recusa vir a caracterizar ato de improbidade administrativa”, registrou a procuradora na ata da audiência.


Fonte: Notícias do Dia

Casan ainda trabalha para restabelecer o abastecimento de água na Grande Florianópolis

A Casan (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento) ainda avalia um novo prazo para restabelecer totalmente o sistema de água em municípios da Grande Florianópolis, mas afirmou nesta terça-feira (23) que as equipes continuam trabalhando ininterruptadamente no local onde romperam três adutoras no domingo (21), em decorrência das fortes chuvas, em Santo Amaro da Imperatriz.

Os bairros Trindade, Itacorubi, Santa Mônica e a região central de Florianópolis, Forquilhinhas, em São José, e alguns bairros de Biguaçu, além dos pontos mais altos de cada região, são as áreas que estão com mais problemas com interrupções de abastecimento e falta de água.

A região Sul e Norte da Ilha são abastecidas pelos sistemas de Ingleses e Lagoa do Peri e segundo os chamados registrados na Casan não apresentam problemas nesta terça. A exceção é pára os bairros Carianos, Santo Antônio, Sambaqui, Cacupé e arredores.

Ainda não há previsão para que o serviço seja competamente restabelecido, mas a expectativa é que até o fim da tarde desta terça (23) o trabalho seja concluído para que a adutora esteja em operação com vazão plena. O sistema está funcionando com apenas 50% da vazão. A partir do serviço reestabelecido com capacidade de distribuição completa, o absatecimento deve ser 100% normalizado em 24 horas.

Rompida na madrugada de domingo, a tubulação que capta água do Rio Pilões foi reassentada e entrou em operação ao meio-dia de segunda-feira (22), mas os testes com a pressão da água indicaram a necessidade de reforço. A Grande Florianópolis (São José, Santo Amaro, Biguaçu, Palhoça e a Florianópolis) permanece abastecida com água de outros mananciais, como o Rio Cubatão, mas sem o Rio Pilões a vazão é reduzida para algumas regiões.

Ainda segundo a empresa, o solo na região da captação do Rio Pilões, em Santo Amaro, ainda estava muito encharcado e instável nesta segunda-feira, o que dificultou a fixação dos pilares que sustentam a adutora. Por medida de segurança do Sistema, a Casan resolveu colocar estaqueamentos metálicos junto à estrutura de madeira.

Até que o sistema se estabilize normalmente, a Casan continua recomendando que o uso de água seja limitado ao essencial mesmo nas regiões não afetadas, pois estas colaboram com as demais.


Fonte: Notícias do Dia

Feirão da Caixa terá 228 mil imóveis novos e usados

O Feirão Caixa da Casa Própria começa na próxima sexta-feira (26) e vai até 25 de junho em 14 cidades. No evento, considerado o maior do ramo imobiliário no país, 228 mil imóveis novos e usados serão ofertados em todas as modalidades e linhas de crédito habitacional da Caixa Econômica Federal.

“O feirão se consolidou por promover a realização do sonho da casa própria e estimular o mercado imobiliário. O evento proporciona também a concretização de mais negócios para o setor da construção civil e contribui para o desenvolvimento da economia”, disse Nelson Antônio de Souza, vice-presidente de Habitação da Caixa.

O feirão será realizado em dois fins de semana, entre os dias 26 e 28 de maio e 23 e 25 de junho. No primeiro fim de semana, o evento ocorrerá nas cidades de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Campinas (SP), Belém, Florianópolis, Porto Alegre, Belo Horizonte, do Recife, de Salvador, Goiânia e Uberlândia (MG). No segundo fim de semana, o evento chegará a Brasília, Fortaleza e Curitiba.

Em Florianópolis, o evento acontecerá no Centro de Convenções Centrosul, a partir das 10h.

A feira contará neste ano com 548 construtoras, 261 correspondentes imobiliários e 185 imobiliárias. Para requerer o crédito da casa própria, o interessado deve levar documento de identidade, CPF, comprovante de renda e residência atualizados.


Fonte: Notícias do Dia

Restaurante tradicional do canal da Barra da Lagoa deve ser demolido após decisão judicial

Vinte e três anos de história à beira do canal da Barra da Lagoa, um recanto que fez história e que coleciona lembranças de milhares de pessoas que passaram por ali. O que levou décadas para ser construído, consolidado e virar o sustento de uma família parece ter se tornado um pesadelo, uma corrida contra o tempo. Desde o último dia 17, o proprietário do Recantinho Bar e Restaurante, Anízio Merceriano Felicio, 57 anos, procura uma forma de evitar perder o seu negócio. Conforme sentença do MPF (Ministério Público Federal), o imóvel deve ser demolido daqui a 25 dias, a fim de recuperar a área ambiental do local. A ação civil pública, aberta em 2008 pela Floram (Fundação Municipal do Meio Ambiente), alega que o empreendimento está em APP (Área de Preservação Permanente), e que a estrutura do bar e do deque de madeira impede a reprodução de espécies.

Na tarde desta segunda-feira, Anízio esteve com seu advogado para preparar a defesa e recorrer contra a sentença do MPF que determina a demolição. “É uma corrida contra o tempo, mas não vamos desistir dessa luta. Isso aqui é a minha história e da minha família”, disse.

Conforme o documento do MPF, em um trecho, citado como laudo pericial, é destacado que houve alteração da paisagem: “Onde existia uma pequena faixa de praia às margens do canal, hoje se evidencia a edificação e demais benfeitorias implantadas pelo proprietário”. O MPF cita ainda a interferência sobre a fauna aquática, sobre peixes que tiveram seu habitat profundamente alterado, emissão de gases e efluentes e a geração de resíduos, afetando a qualidade da água do canal.

"Estamos lutando pelo lugar que nos dá o sustento"

No restaurante de Anízio Merceriano Felicio trabalham a mulher, Irizete Maria Vieira Felicio, os dois filhos e a mãe de 80 anos. O proprietário conta que no mesmo terreno do bar ficava a casa onde nasceu, e que ali estão histórias de pelo menos quatro gerações. “Nossa ideia era abrir um barzinho, sem pretensão alguma de prejudicar algo ou alguém, ou chegar aonde chegou. Estamos lutando não por dinheiro, mas pelo lugar que nos dá o sustento”, diz.

Apreensiva com a situação, Irizete diz que teme o pior, ficar sem o bar. “Já apresentamos dois projetos para mantermos nosso bar e preservarmos o nosso canal. Já gastamos pelo menos R$ 70 mil entre advogados e projetos. Só queremos que tudo se ajeite para todos”, afirma. “A Floram quis nos dar um local de compensação da área, mas o MPF não aceitou, assim como rejeitou os dois projetos de adequação”, diz Anízio.

Para Floram, demolição é imprescindível para a recuperação ambiental

Por meio da assessoria de imprensa, o assessor jurídico da Floram, David Nascimento, tecnicamente a área tem recuperação ambiental, diante da perícia feita no local, na qual foi concluída que a demolição é imprescindível para a recuperação. Ele disse que durante o processo o juiz deu oportunidades para a família apresentar propostas de projetos de regularização, mas nenhum foi aprovado pelo setor técnico da Floram e do MPF. Nascimento informou que foi feito atendimento na Floram, mas não chegou ao processo uma proposta viável para o caso. O MPF foi procurado, mas não se manifestou até o fechamento desta edição.


Fonte: Economia SC

Confiança do comércio cresce 2,7%, aponta CNC

O Índice de Confiança do Empresariado do Comércio (Icec) cresceu 2,7% de abril para maio deste ano, atingindo 103 pontos e consolidando-se na zona positiva, uma vez que no resultado de abril o indicador também já havia se situado acima dos 100 pontos.

Os dados foram divulgados hoje (22) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O resultado de maio, série com ajuste sazonal, apresentou altas generalizadas em todos os itens pesquisados. Na base de comparação anual, a confiança dos comerciantes obteve a maior taxa positiva da série histórica do indicador, ao variar 30%.

A economista da Confederação Izis Ferreira avalia que o empresariado começa a projetar um cenário mais favorável para o setor. “Os comerciantes começam a enxergar sinais de retomada lenta e gradual das vendas, em um cenário de desempenho mais favorável da atividade do comércio, que esperamos que se consolide na segunda metade de 2017”.

Condições atuais

A percepção dos comerciantes sobre as condições atuais chegou a 71,3 pontos, uma variação positiva de 7% em relação a abril, com ajuste sazonal. Na comparação anual, o aumento chega a 74,8%.

A percepção dos varejistas quanto às condições atuais da economia melhorou em maio 9,4%. Melhorou também em relação ao desempenho do comércio , com crescimento de 7,6%, e às condições e ao da própria empresa (+5%).

Tem reduzido a proporção de comerciantes que avaliam as condições econômicas atuais como “piores”: para 71,2% dos varejistas, a economia piorou em maio – em abril, 71,7% tinham percebido piora e em maio do ano passado, 93,9%.

O desempenho do subíndice da situação atual, na avaliação do economista da CNC, “reflete a desaceleração no ritmo de contração na atividade do comércio. Apesar da queda nas vendas do varejo acima do esperado em março, apontada pelo IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística] na última Pesquisa Mensal do Comércio, na comparação anual as taxas negativas da evolução do volume de vendas vêm perdendo folêgo”, acrescentou Ferreira.

Perspectivas

O subíndice que mede as expectativas do empresariado, o único a se situar na zona positiva (acima dos 100 pontos do corte de indiferença), chegou a alcançar 149,2 pontos, uma alta de 1,8% em relação a abril, na série com ajuste sazonal. Na comparação anual, este crescimento é de 22%.

Para 81,4% dos entrevistados pela pesquisa da CNC, há uma expectativa de que o desempenho da economia vai continuar melhorando para o setor nos próximos seis meses.

Em consequência, o subíndice que mede as condições de investimento do comércio registrou aumento de 2,3% na passagem com ajuste sazonal, alcançando 88,5 pontos. Na passagem de abril para maio, aumentaram em 3,2% as intenções de investimento nas empresas; de 2,7% na contratação de funcionários; e de 1% na de formação de estoques.

De acordo com a CNC, “a conjuntura gradualmente mais favorável aos investimentos e os indícios de retomada das vendas no varejo estimulam a confiança dos comerciantes”. Para a entidade, “apesar de ainda persistirem algumas incertezas, as vendas do comércio em 2017 devem experimentar melhora, com aumento de 1,5%”.

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) detecta as tendências do setor do ponto de vista do empresário. A amostra é composta por aproximadamente 6.000 empresas situadas em todas as capitais do país, e os índices, apurados mensalmente, apresentam dispersões que variam de zero a duzentos pontos.


Fonte: Economia SC

Projeção de inflação cai para 3,92%, aponta IPCA

O mercado financeiro reduziu a projeção para a inflação este ano pela 11ª vez seguida. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 3,93% para 3,92%, de acordo com o boletim Focus, uma publicação elaborada todas as semanas, pelo Banco Central (BC), e divulgada às segundas-feiras.

A projeção para a inflação este ano está abaixo do centro da meta, que é 4,5%. A meta tem ainda limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2018, a estimativa caiu 4,36% para 4,34%, no segundo ajuste seguido.

A projeção de instituições financeiras para o crescimento da economia (Produto Interno Bruto – PIB – a soma de todas as riquezas produzidas pelo país) permanece em 0,50%, este ano e em 2,50%, em 2018.

Para as instituições financeiras, a taxa básica de juros, a Selic, encerrá 2017 e 2018 em 8,5% ao ano.

Atualmente, a Selic está em 11,25% ao ano. A Selic é um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e a inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Já quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação.


Fonte: Economia SC

Colombo debate futuro do abastecimento de gás natural

Especialistas da área de gás natural estão reunidos em Florianópolis para debater o futuro do insumo. O encontro da International Gas Union (IGU), que segue até esta terça, 23, tem o objetivo de discutir alternativas para o suprimento de gás natural para os estados da região Sul a partir de 2020, quando encerra-se o contrato da Petrobras com a Bolívia, atualmente o único fornecedor do insumo para esses estados. O governador de Santa Catarina Raimundo Colombo participou de debate na manhã desta segunda-feira, dia 22, acompanhado do presidente da SCGás, Cósme Polêse, e do secretário de Assuntos Internacionais, Carlos Adauto Virmond Vieira.

“Santa Catarina tem o gás mais barato do Brasil e estamos fazendo um grande esforço para levar esse importante insumo para todo o território catarinense. Houve um aumento muito grande de produção, e discutir e influenciar a decisão de 2020 será fundamental para a gente ter um produto ainda mais competitivo. Esse debate é necessário para a nossa economia poder oferecer gás mais barato, nas residências e nas indústrias”, afirmou Colombo.

O fim do contrato entre Petrobras e Bolívia será em 2019, e isto abre a possibilidade de os estados do Sul do Brasil e o Mato Grosso do Sul, que fazem parte do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul), se unirem para negociar a compra de gás natural diretamente com o governo boliviano.

“O gás natural é um poderoso energético que precisa de inovação, tecnologia e renovação para acompanhar o processo de evolução de uma sociedade com necessidades cada vez maiores de energias limpas”, ressaltou o presidente da SCGás, Cósme Polêse.

Ele também comemorou a escolha de Florianópolis como a cidade-sede do encontro, que tem a coordenação do governo catarinense. “Santa Catarina é um estado de destaque no setor energético. Temos o terceiro principal mercado de gás natural do país e um forte viés voltado para inovação de aplicações do insumo. Estamos felizes com a escolha e faremos desses dias de discussões e aprendizado mais uma oportunidade para estudarmos nossos processos e melhorarmos nossos serviços aos consumidores catarinenses, visando à universalização do uso do gás natural”, afirmou.

Também participaram do evento desta segunda, a diretora do Departamento de Gás Natural do Ministério de Minas e Energia, Symone Araújo; e o representante do comitê de trabalho da IGU, Mohammad Reza Ghodsizadeh.


Fonte: Economia SC

Inflação prevista pelos consumidores recua em maio

Em maio de 2017, a expectativa mediana dos consumidores brasileiros para a inflação nos 12 meses seguintes recuou 0,4 ponto, para 7,1%, o menor nível desde agosto de 2013 (7,0%). Na comparação com o mesmo período no ano anterior, o indicador registra recuo de 3,2 pontos percentuais.

“A queda na expectativa de inflação dos consumidores reflete a queda generalizada dos preços, refletida no índice de preços ao consumidor, medido pelo IBGE. As pessoas estão, cada vez mais, acreditando no compromisso do Banco Central em manter a inflação na meta. Além disso, a profunda recessão econômica e o alto desemprego ajudam a direcionar as expectativas de inflação para níveis inferiores”, afirma o economista Pedro Costa Ferreira, da FGV/IBRE.

Neste mês, 50,9% dos consumidores consultados previram inflação inferior a 6% nos 12 meses seguintes, dando continuidade ao movimento de migração das expectativas para valores inferiores ao limite superior da meta de inflação estabelecida pelo Banco Central para este ano. A frequência relativa de respostas inferiores à meta de 4,5% avançou 4 p.p. em relação ao mês anterior, passando a 20,3% do total. No extremo oposto, o percentual de citações superiores a 10% recuou 1,3 p.p, para 15,4%, o mesmo nível de março passado.A expectativa de inflação recuou em todas as faixas de renda, exceto para as famílias com renda mensal entre R$ 4,800,01 e R$ 9,600,00, cuja previsão ficou relativamente estável em relação ao mês anterior. A redução mais forte da inflação prevista em maio ocorreu entre as famílias com renda até R$ 2,100,00 mensais.


Fonte: Economia SC

IPC-S avança na terceira semana de maio

O IPC-S de 22 de maio de 2017 apresentou variação de 0,35%1, 0,05 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada na última divulgação.

Nesta apuração, cinco das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Habitação (0,44% para 0,93%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou de 1,52% para 5,78%.

Também registraram acréscimo em suas taxas de variação os grupos: Educação, Leitura e Recreação(-0,53% para -0,25%), Transportes (-0,17% para -0,15%), Vestuário (0,55% para 0,72%) e Despesas Diversas (0,21% para 0,26%). Nestas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens: salas de espetáculo (-0,14% para 0,72%), gasolina (-1,03% para -0,67%), blusa de malha infantil (1,85% para 2,26%) e tarifa postal (1,99% para 3,97%), respectivamente.

Em contrapartida, os grupos: Alimentação (0,16% para -0,11%), Saúde e Cuidados Pessoais (1,08% para 0,90%) e Comunicação (1,22% para 0,75%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, as maiores contribuições partiram dos itens: hortaliças e legumes (4,40% para -0,53%), medicamentos em geral (2,77% para 1,96%) e pacotes de telefonia fixa e internet (2,53% para 0,64%), respectivamente.


Fonte: Administradores

Conta de luz pressiona inflação, diz FGV

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) apresentou elevação de 0,35%, na terceira apuração do mês, taxa que é 0,05 ponto percentual maior em relação ao último levantamento (0,30%). Dos oito grupos pesquisados, cinco tiveram acréscimos com destaque para habitação que subiu de 0,44% para 0,93% sob influência da tarifa de eletricidade residencial, que passou de 1,52% para 5,78%.

O levantamento é feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), nas seguintes capitais: Recife, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre. A atual pesquisa ocorreu entre os dias 23 de abril e 22 de maio, comparados aos 30 dias imediatamente anteriores.

Moda inverno

Em vestuário, o índice aumentou de 0,55% para 0,72% e o principal item de alta neste grupo foi a blusa de malha infantil (de 1,85% para 2,26%). Também ocorreu leve aceleração em despesas diversas (de 0,21% para 0,26%) com a correção da tarifa postal (de 1,99% para 3,97%). Em educação, leitura e recreação diminuiu a intensidade de queda (de -0,53% para -0,25%). O mesmo ocorreu em transportes (de -0,17% para -0,15%).

Em alimentação, foi constatada queda de 0,11% ante uma alta de 0,16%, com uma mudança expressiva no comportamento dos preços das hortaliças e legumes que tinham aumentado 4,40%, na pesquisa passada e, nesta apresentou redução de 0,53%.

No grupo saúde e cuidados pessoais, a taxa desacelerou ao passar de 1,08% para 0,90% sob o efeito dos medicamentos em geral (de 2,77% para 1,96%) e, em comunicação, houve decréscimo com o índice atingindo 0,75% ante 1,22%. Neste último caso, o ritmo de alta foi reduzido em consequência da tarifa dos pacotes de telefonia fixa e internet (de 2,53% para 0,64%).

Os itens que mais pressionaram a inflação no período foram: tarifa de eletricidade residencial (5,78%); plano e seguro de saúde (0,98%); condomínio residencial (1,39%); batata-inglesa (13,73%) e refeições em bares e restaurantes (0,25%).

Em sentido contrário, os que ajudaram a equilibrar a inflação foram: o tomate (-10,52%); passagem aérea (-12,50%); laranja-pera (-11,02%); etanol (-2,06%) e gasolina (-0,67%).


Fonte: Administradores

Clientes digitais versus empresas analógicas

A palavra transformação digital pode até parecer mais uma tendência tecnológica, afinal, todos ainda falam em nuvem, e da mesma forma como o cloud computing veio para ficar, a transformação digital também. A prova disso são as estimativas de mudanças em diversos setores da economia que são preditas em estudos.

O primeiro, da IDC, mostra que essa transformação terá um impacto superior a US$ 1 trilhão nos gastos das empresas esse ano; outro, da Accenture, afirma que até 2020, 25% de toda a nossa economia será digital e 48% do trabalho que fazemos hoje já não existirá em cinco anos. Por último, a mais recente pesquisa do Facebook afirma: até 2020, 80% dos serviços de customer service como conhecemos hoje não existirão. Mas, será que as empresas estão preparadas para o impacto dessas mudanças?

Vamos falar sobre o setor de manufatura

A indústria nunca esteve tão tumultuada e aquecida como atualmente. Mesmo falando em novos progressos, modelos de negócios e aquecimento do setor, há, ainda, uma dificuldade com o básico, que é demonstrado pelas baixas taxas de crescimento ocasionadas por atrasos em processos operacionais e de gestão. Mas, de que lado a indústria vai ficar? No das oportunidades ou das barreiras?

É evidente que o setor pode ter sucesso com a próxima geração de tecnologias, pois a digitalização, internet das coisas, machine learning, big data e realidade virtual aumentada mudarão a forma de trabalho em muitos setores, permitindo que as indústrias, por exemplo, tenham uma visão completa do presente e futuro da sua cadeia de abastecimento.

Embora o setor esteja lidando com dores constantes, a digitalização na manufatura já está acontecendo. Existem diversos casos de sucesso que comprovam isso, vemos empresas como Ferrari, Dunlop Aircraft Tyres, JR Watkins aproveitando o melhor das aplicações em nuvem e dos ERPs. Hoje, com o apoio da tecnologia, essas empresas conseguem melhorar a produtividade e ter uma visibilidade melhor dos seus negócios.

O que Uber e Airbnb têm para ensinar?

Foco no cliente e na experiência do consumidor. É assim que empresas com o modelo de entrega de serviços, como Uber e Airbnb, têm para ensinar. Hoje, serviços básicos de carona e hospedagem podem ser solicitados por um custo relativamente menor do que os ofertados pelos modelos tradicionais, e com uma experiência superior, mas o que essas empresas podem ensinar às indústrias está resumido nos seguintes pilares:

Desenvolvimento de uma estratégia centrada no cliente

Preocupação com a experiência do consumidor

Foco no efeito final e não apenas no produto

Hoje, as tecnologias têm o potencial de fazer grandes mudanças e virar o jogo para o setor de manufatura, que pode ir muito além da indústria 4.0, com modelos de negócios centrados em ofertar serviços de valor e personalizados aos seus clientes.

As tendências como machine learning, internet das coisas e big data estão aí para ensinar a indústria que é possível pensar à frente do seu tempo. Afinal, a era da digitalização da manufatura exigirá que as empresas não pensem apenas no design do produto, emissão da ordem de pedido, embarque e entrega. Será preciso estar atento à experiência pós consumo, e, para isso, o setor de manufatura precisará respirar analytics e KPIs, pois toda boa experiência começa nos bastidores: com a compreensão do que os dados têm a dizer.


Fonte: Portal No Varejo

4 fatores que estão levando o varejos dos EUA à falência

As taxas de falência norte-americanas estão assustando o varejo país. Além disso, recentemente, dois importantes investidores dos Estados Unidos fizeram alertas importantes para a indústria. O primeiro, foi Warren Buffett. O mega investidor foi categórico ao dizer que o fim do varejo como o conhecemos está próximo.

O outro alerta veio da empresa de investimentos Cohen & Steers, que gerencia investimentos de US$58,5 bilhões de dólares. Segundo o Business Insider, a empresa divulgou recentemente um relatório dizendo que o declínio da indústria não é temporário.

“Essa fraqueza do varejo, que acontece mesmo com uma economia relativamente saudável, é parte de uma evolução permanente de como e onde os norte-americanos gastam seu dinheiro”, diz o relatório.

4 fatores

A Cohen & Steers culpa quatro fatores para essa mudança.

1 - Número muito grande de lojas nos EUA.
2 - O crescimento do e-commerce.
3 - Consumidores deixando de gastar com vestuário e preferindo experiências
4 - O declínio das lojas de departamento.

“Essa mudança deve alterar drasticamente a paisagem do varejo, com implicações importantes no mercado de imóveis”, continua o relatório.

O fechamento de lojas, principalmente de shoppings, afeta os fundos de investimento imobiliário. Eles terão problemas para encontrar lojas que possam substituir as que fecharem. “Seu futuro é muito mais nublado, devemos ver perda de fatia de mercado. Acreditamos que muitos dos esforços feitos para renovar as propriedades podem não fazer muito efeito na criação de valor”.


Fonte: Exame

Após crise política, Focus já prevê corte de juros menor em maio

Economistas de instituições financeiras voltaram a reduzir a perspectiva para a inflação tanto deste ano quanto do próximo na pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central nesta segunda-feira.

Agora eles passaram a ver alta do IPCA de 3,92 por cento ao final deste ano, 0,01 ponto percentual a menos do que na semana anterior, na 11ª redução seguida. Para o ano que vem, a redução foi de 0,02 ponto, chegando a 4,34 por cento.

Já a perspectiva de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) não foi alterada, ficando em 0,5 por cento em 2017 e 2,5 por cento no ano que vem.

Entretanto, os economistas consultados no levantamento podem não ter tido tempo de refletir em suas projeções as denúncias contra o presidente Michel Temer e a turbulência política no país, bem como a reação do mercado.

A expectativa para a taxa básica Selic continuou em 8,5 por cento ao final de 2017, com perspectiva de corte de 1 ponto percentual na reunião deste mês. Atualmente, a Selic está em 11,25 por cento.

Já o Top-5, grupo que reúne os que mais acertam as previsões, voltou a reduzir a previsão, a 8,13 por cento na mediana das estimativas, de 8,25 por cento na semana anterior.

O mercado vinha apostando em um corte de 1,25 ponto no final deste mês, porém o cenário mudou após as denúncias contra Temer e o mercado futuro de juros passou a precificar no fechamento de sexta-feira cerca de 85 por cento de chances de a Selic ser reduzida em 0,75 ponto percentual no encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) que termina em 31 de maio.

O temor no mercado é de que as reformas, principalmente da Previdência, emperrem no Congresso, afetando a recuperação da economia.

Para 2018, a pesquisa mostra manutenção do cenário de juros a 8,5 por cento, enquanto o Top-5 reduziu a estimativa a 8 por cento, de 8,13 por cento.

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