Clipping - 09/10/2017


CDL de Florianópolis

Ric Record: Balanço Geral
Pauta: Expectativa de vendas Dia das Crianças
Clique aqui para assistir na íntegra.

Fonte: Notícias do Dia - Janine Alves


Geral

Fonte: Notícias do Dia

Dia das Crianças deve movimentar R$ 8,8 bilhões no comércio brasileiro

Brinquedos, com 61% das respostas, seguem na liderança entre as opções preferidas para presentes para as crianças

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As vendas relacionadas ao Dia das Crianças devem gerar movimento de R$ 8,8 bilhões no comércio do país, revela pesquisa da Fecomércio-RJ (Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro) e Instituto Ipsos. Foram entrevistados 1.200 consumidores no Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Porto Alegre, Belo Horizonte, Florianópolis, Salvador, Recife e em mais 64 municípios brasileiros, entre os dias 1º e 14 de agosto passado. As informações são da Agência Brasil.

Segundo analisou o gerente de Economia da Fecomércio RJ, Christian Travassos, a movimentação estimada ?é um indicador que se soma a outros percebidos no mercado?. Observou que os dados de atividade econômica são puxados pelo consumo das famílias no segundo trimestre, queda dos juros de 6 pontos percentuais em um ano e inflação na faixa de 2,54% em 12 meses, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). ?Além disso, a confiança do consumidor tem melhorado?.

O economista destacou que, para os R$ 8,8 bilhões que devem ser movimentados pelo Dia das Crianças, colaboram também os dados relativos a emprego. ?Essa é a principal variável que influencia a tomada de decisão do consumidor?, apontou o economista. Ele completou que esse conjunto de variáveis eleva o tíquete médio para a compra dos presentes de R$ 118,87, registrado em 2016, para R$ 138,95, este ano.

Em relação ao gasto médio por gênero, a pesquisa mostra que os homens pretendem gastar mais que as mulheres, com média respectiva de R$ 147,63 e R$ 129,61. Travassos explicou que, embora as mulheres tenham conquistado mais espaço no mercado de trabalho, os homens ainda são, proporcionalmente, mais presentes como chefes de família e têm um rendimento maior.

Brinquedos, com 61% das respostas, seguem na liderança entre as opções preferidas para presentes para as crianças, vindo a seguir, roupas (20%), calçados (5%) e bicicletas (3%). ?A tradição fala mais alto nessas horas?, analisou Travassos.

No caso do Estado do Rio de Janeiro, a sondagem Fecomércio RJ/Ipsos revela que o gasto médio pretendido pelos consumidores para o Dia das Crianças sobe para R$ 165,57. A estimativa é que a data comemorativa contribua para injetar no comércio fluminense cerca de R$ 934 milhões.

Epresários

Outra pesquisa, feita pela Fecomércio-RJ e FGV Projetos (Fundação Getulio Vargas Projetos) com 2 mil estabelecimentos comerciais nas oito regiões de governo fluminense, entre os dias 1º a 21 de setembro, revela que os empresários do setor no Estado estão mais otimistas para as vendas do Dia das Crianças de 2017. A expectativa é de alta de 7% no faturamento deste ano, em comparação ao ano anterior. O tíquete médio alcança R$ 118,69 por consumidor, sinaliza a pesquisa.

Christian Travassos lembrou que os anos de 2015 e 2016 foram difíceis para a economia como um todo, englobando empresários do varejo e consumidores. Agora, com a melhora que começa a ser percebida por meio dos indicadores econômicos, a confiança tende a aumentar. Ela destacou o emprego, que começou a responder de forma positiva no terceiro trimestre ?e a tendência é que continue assim nos próximos meses?.

De acordo com o levantamento, 18 mil estabelecimentos fluminenses pretendem realizar ou já realizaram contratações temporárias. O gerente de Economia da Fecomércio-RJ avaliou que o movimento de contratações é importante porque influencia toda a cadeira econômica. "A pessoa empregada tem mais segurança para consumir, para tomar crédito e a partir desse momento, melhora também o volume de vendas do comércio e isso estimula a produção?. Por isso, garantiu ser muito importante a retomada do emprego observada nas últimas leituras do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério o Trabalho).


Fonte: Notícias do Dia

Câmara começa a analisar nesta semana a segunda denúncia contra Temer

Antes de ser analisada em plenário, a denúncia deve passar pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em uma semana mais curta por causa do feriado de 12 de outubro, a Câmara dos Deputados começará a análise da segunda denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer pelos crimes de obstrução da justiça e organização criminosa. A acusação de organização criminosa é imputada também aos ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco. As informações são da Agência Brasil.

Por se tratarem de autoridades com foro privilegiado, a denúncia só pode ser analisada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) com a autorização da Câmara. A investigação só pode ocorrer se dois terços dos 513 deputados votarem em plenário favoravelmente à continuidade do processo na Justiça.

Antes de ser analisada em plenário, a denúncia deve passar pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara. A primeira reunião da comissão está marcada para a próxima terça-feira (10), a partir das 10h, quando está prevista a leitura do parecer elaborado pelo relator Bonifácio de Andrada (PSDB-MG).

Após a apresentação do parecer, ainda na terça-feira, os advogados dos três acusados poderão se manifestar oralmente para expor os argumentos de defesa contra a denúncia. Os membros da comissão poderão pedir o prazo de duas sessões para analisar o parecer e a manifestação dos acusados.

Plenário

Na pauta do plenário, consta uma medida provisória que altera procedimentos administrativos dotando o Banco do Brasil e a Comissão de Valores Mobiliários, ?de instrumentos mais efetivos de supervisão e aplicação de penalidades? cometidas por instituições financeiras.

Na sessão deliberativa de terça, o plenário pode começar a discutir a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 134/2015, que institui cotas para mulheres no Legislativo. A proposta passou pelo Senado, já foi aprovada em duas comissões da Câmara e aguarda, desde o ano passado, votação pelos deputados em plenário.

A proposta chegou a ser pautada na última semana entre as medidas de reforma política, mas permaneceu pendente de votação. A sugestão de mudança constitucional estabelece a reserva de 10% das vagas das câmaras de vereadores de todos os municípios, assembleias legislativas estaduais e da Câmara Federal para candidatas mulheres.

Por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição, são necessários pelo menos 308 votos favoráveis no plenário para que a PEC seja aprovada.

Segundo a relatora da proposta, deputada Soraya Santos (PMDB-RJ), a maior parte da bancada feminina da Câmara considera tímida a cota de 10%, quando muitos países, entre os quais o Chile, já aprovaram reservas de 30 a 40%. Soraya destaca, entretanto, que a aprovação da PEC seria um passo importante para acabar com a sub-representação feminina no Parlamento e com a fraude de usar mulheres como ?laranjas? para ajudar a eleger homens.


Fonte: Diário Catarinense

Próxima etapa da obra da Ponte Hercílio Luz está programada para esta segunda-feira

Como a chuva e o vento da última sexta-feira, o Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra) e a Teixeira Duarte, empresa responsável pela reforma da Ponte Hercílio Luz, decidiram remarcar para esta segunda-feira a próxima etapa da obra. A operação de transferência de carga está agendada para iniciar às 23h.

Uma reunião pela manhã, às 9h30min, vai avaliar o parecer da Defesa Civil sobre as condições meteorológicas previstas pela Epagri/Ciram para o horário do trabalho. Caso haja indicativo de vento forte, o transferência pode ser novamente transferida. Se houve apenas previsão de chuva, a operação deve ocorrer normalmente.

Segundo o engenheiro do Deinfra responsável pela fiscalização da obra, Wenceslau Diotallevy, a partir das 23h será feita a preparação dos equipamentos e o fechamento do canal embaixo da ponte para o tráfego de embarcações. À 0h inicia efetivamente o içamento do vão central em 10 centímetros. A ação será dividida em quatro dias não consecutivos.

A transferência demora meia hora para ocorrer. Em seguida, por uma hora, os técnicos vão analisar o impacto nas peças. Se não ocorrerem problemas, se inicia a colocação de calços entre os macacos hidráulicos e a estrutura do vão central. Esse trabalho vai se estender pela madrugada, sem previsão para terminar.

Em fevereiro deste ano, quando o vão central foi elevado em 13 centímetros, choveu durante parte dos serviços. Por conta do vento forte, o trabalho teve de ser adiado por uma hora. Mas, depois que a chuva diminuiu, os operários deram continuidade à ação.

Como será o trabalho

A proposta da Teixeira Duarte é levantar 40 centímetros do vão central e deixá-lo apoiado nas quatro bases provisórias instaladas sob o mar. Para isso, 54 macacos hidráulicos foram instalados, divididos em duas fileiras, uma em cada lateral, com 27 equipamentos cada. Durante o serviço, podem ocorrer estalos por conta do movimento das peças.

Em fevereiro passado, foram içados 13 centímetros do vão, o que já causou sons proporcionados pelo contato do metal. A operação ocorreu durante quatro horas, com o fechamento do trânsito e a retirada de pessoas de casa. Desta vez, no entanto, o Deinfra e a empreiteira se dizem mais seguros e descartam o mesmo esquema especial.

A justificativa está nos 200 pontos de monitoramento espalhados pela Velha Senhora. Há controle até embaixo da água. Em uma central na cabeceira insular, os técnicos podem saber a dilatação, a temperatura e outros dados de cada local. Se houver uma movimentação fora do previsto, a operação é paralisada.


Fonte: Diário Catarinense

SC lidera criação de vagas de trabalho para estrangeiros no segundo trimestre

Santa Catarina foi o Estado que mais abriu vagas de emprego formal para estrangeiros no segundo trimestre deste ano. Foram 590 admissões a mais do que demissões entre abril e junho, conforme os últimos dados do Ministério do Trabalho e Emprego para esse recorte.

O número representa um pouco mais de um quarto dos postos criados no país (2.018) no período. Paraná, com saldo positivo de 383, São Paulo (381) e Rio Grande do Sul (312) aparecem em seguida no ranking que cruza informações da emissão de Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) com as do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Na outra ponta, está Rio de Janeiro, que fechou 150 vagas, e Bahia (-39).

Na comparação com o segundo trimestre do ano passado, porém, o indicador caiu 52% em Santa Catarina. No período, o Estado abriu 1.098 novas vagas para imigrantes. Já de janeiro a março deste ano, foram criados 528 postos.

Para o presidente da Câmara de Relações Trabalhistas da Federação das Indústrias de SC, Durval Marcatto, o resultado do levantamento é reflexo do cenário econômico do Estado, que também apresenta números positivos na contratação geral de empregados – no acumulado do ano, são 28,9 mil vagas geradas.

Ele explica que o cenário era melhor em 2014, quando houve o boom da entrada de imigrantes pela fronteira somado à escassez de mão de obra em muitas cidades. No ano passado, apesar do bom resultado no segundo trimestre, SC perdeu 2.181 vagas para estrangeiros do total de 10.849 encerradas no país. Com a economia reagindo neste ano, aponta Marcatto, os números voltaram a crescer.

– Hoje eles (imigrantes) estão se ambientando com o Estado, procurando se qualificar mais, o que é positivo – acrescenta.

Em 2015, foram 2.650 estrangeiros contratados no Estado, seguido de Paraná (1.982) e Rio Grande do Sul (1.703).

O levantamento do Ministério do Trabalho mostra ainda as principais nacionalidades de trabalhadores estrangeiros no país. No ano passado, haitianos foram os mais contratados (18.742). Porém, o grupo também foi o mais demitido (26.466), com 7.724 vagas encerradas. Argentinos e senegaleses aparecem em seguida com 4.063 admissões e 4.626 demissões, totalizando 563 postos fechados.

No mesmo ano, os imigrantes com ensino superior completo sentiram menos a retração do emprego. Do total de 10,8 mil vagas encerradas no país, 45 são desse grupo. Os estrangeiros com fundamental incompleto foram o que mais perderam vagas (-3.373).

Cooperativa retoma contratações

Somente a Cooperativa Central Aurora Alimentos, com sede no Oeste do Estado, tem hoje 1,48 mil funcionários de outros países, a maioria haitiano. Segundo o vice-presidente da companhia, Neivor Canton, a contratação de estrangeiros ganhou força em 2014. No início, houve uma parceria entre o Ministério do Trabalho e a companhia para acelerar o processo e dar conta da demanda.

Em 2016, explica, a situação não foi tão positiva quanto a dos dois anos anteriores e o número de empregados se manteve. Mas neste ano, entre junho e setembro, foram 215 imigrantes admitidos só na cooperativa.

– Há um bom número de funcionários com curso superior. Já temos haitianos que ocupam funções importantes, como supervisores e encarregados – acrescenta.

O trabalho formal não foi difícil para Barnabás Jonas Jonathas, 28 anos, haitiano que está em Santa Catarina há quatro anos. Depois de trabalhar seis meses no setor de serviços gerais de uma empresa da Capital, conseguiu uma vaga na área de programação de software em janeiro de 2015. Antes de vir ao Brasil, ele cursava engenharia de computação na República Dominicana, curso que não conseguiu concluir.


Fonte: G1SC

Receita libera consulta ao 5º lote de restituição do Imposto de Renda 2017

Fisco pagará R$ 3 bilhões para 2.420.458 contribuintes; depósitos serão feitos em 16 de outubro.

A Receita Federal liberou a partir das 9h desta segunda-feira (9) as consultas ao quinto lote do Imposto de Renda de Pessoas Físicas de 2017. Este lote também inclui restituições residuais de 2008 a 2016.
Ao todo, serão pagos R$ 3 bilhões para 2.420.458 contribuintes. Os depósitos serão feitos em 16 de outubro.

Segundo a Receita, R$ 99,28 milhões serão liberados para 2.849 contribuintes idosos ou com deficiência física ou mental, que têm prioridade por lei em receber os valores.

Consulta
Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deve fazer a consulta no site da Receita, aqui. A consulta também pode ser feita pelo telefone 146.

A Receita também oferece aplicativos para tablets e smartphones, que permitem a consulta às declarações do Imposto de Renda.

O prazo para envio da declaração de IR 2017 terminou às 23h59 de 28 de abril. A Receita informou ter recebido 28.524.560 de declarações.

Malha fina
No fim do ano passado, a Receita Federal informou que 771 mil declarações estavam retidas na malha fina do IR de 2016 devido a inconsistências nas informações prestadas.

Nos últimos anos, a omissão de rendimentos foi o principal motivo para cair na malha fina, seguido por inconsistências na declaração de despesas médicas.

Para saber se está na malha fina, os contribuintes podem acessar o "extrato" do Imposto de Renda no site da Receita Federal no chamado e-CAC (Centro Virtual de Atendimento).

Para acessar o extrato do IR é necessário utilizar o código de acesso gerado na própria página da Receita Federal, ou certificado digital emitido por autoridade habilitada.

Veja o passo a passo do extrato do IR
Após verificar quais inconsistências foram encontradas pela Receita Federal na declaração do Imposto de Renda, o contribuinte pode enviar uma declaração retificadora.

Quando a situação for resolvida, o contribuinte sai da malha fina e, caso tenha direito, a restituição será incluída nos lotes residuais do Imposto de Renda.


Fonte: SPC Brasil

50% dos tomadores de empréstimos e financiamentos atrasaram prestações, indica pesquisa do SPC Brasil e CNDL

Levantamento revela ainda que 58% dos consumidores não recorreram às compras a prazo ou ao empréstimo de recursos, enquanto 42% recorreram a pelo menos uma forma de crédito. Seis em cada dez consumidores pretendem cortar gastos

Apesar da economia nacional acenar com os primeiros sinais de retomada, os consumidores ainda enfrentam algumas dificuldades para obter crédito e pagar suas contas em dia. Entre os consumidores com empréstimos e financiamentos, 34% admitem que houve atrasos ao longo do contrato e 16% dizem estar, no momento, com parcelas pendentes de pagamento, o que totaliza 50% desses consumidores com dificuldades para honrar os compromissos. É o que revela o Indicador de Uso do Crédito de agosto apurado pelo SPC Brasil e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

A sondagem mostra ainda que 14% dos entrevistados contraiu algum empréstimo e possui atualmente parcelas a pagar, enquanto 18% têm parcelas de financiamentos pendentes.

A economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, alerta para o perigo de endividamento. “A inadimplência atinge hoje cerca de 59 milhões de consumidores no Brasil, o que representa quase 40% da população adulta. O contexto de crise econômica, com desemprego elevado e redução da renda das famílias, agrava ainda mais o cenário. Diante dessa realidade, é importante que o consumidor se planeje financeiramente, evitando assumir compromissos com os quais não terá condições financeiras de arcar no futuro”, diz a economista.

A avaliação do grau de dificuldade para conseguir aprovação em empréstimos e financiamentos mostrou que 44% dos consumidores dizem considerar difícil ou muito difícil a contratação do serviço, enquanto para 18% não é nem fácil nem difícil, e para 15%, fácil ou muito fácil.

Nas lojas, considerando apenas aqueles que tentaram fazer alguma compra parcelada, 63% tiveram o crédito negado, sendo o motivo principal a inadimplência (24%), seguida da renda insuficiente (11%).

Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, o cenário de recessão acaba intensificando os cuidados das instituições financeiras no momento de conceder crédito, o que dificulta seu acesso pelo consumidor. “Com a retomada gradual da economia, a situação deve se reverter. Dados recentes do Banco Central ilustram esse cenário e mostram uma pequena alta nas concessões de crédito direcionado a pessoas físicas”, avalia Pinheiro.

Cartão de crédito ainda é modalidade mais utilizada por 35% dos consumidores

De acordo com a sondagem, em agosto, 58% dos consumidores não recorreram às compras à prazo ou ao empréstimo de recursos, ante 42% que recorreram a pelo menos uma forma de crédito. Como nos meses anteriores, o cartão de crédito foi a modalidade mais utilizada, mencionada por 35% dos consumidores. Aparecem em seguida o cartão de loja/crediário, citado por 13%, o limite do cheque especial (6%), os empréstimos (4%) e, por fim, os financiamentos (3%).

O Indicador de Uso do Crédito registrou 27,2 pontos. O resultado ficou muito próximo da média dos meses anteriores. Quanto mais próximo de 100, maior o número de usuários e de frequência do uso das modalidades.

Valor da fatura aumentou para quase 40% dos usuários de cartão

Entre os usuários do cartão, 39% notaram aumento do valor de sua fatura, ao passo que 26% notaram redução e 31% disseram que o valor permaneceu o mesmo. Ainda de acordo com a sondagem, o valor médio das faturas em agosto foi de R$ 630,59.

Quanto aos produtos e serviços mais comprados com o cartão, itens de primeira necessidade encabeçam a lista das compras: 59% mencionam alimentos em supermercado, seguidos dos itens de farmácia e remédios, citados por 53%, roupas e calçados (32%), combustíveis (32%), roupas, calçados e assessórios (32%) e bares e restaurantes (28%).

Seis em cada dez consumidores pretendem cortar gastos

O Indicador de Propensão ao Consumo busca medir se o intento dos consumidores é aumentar, diminuir ou manter os seus gastos no mês posterior à pesquisa. Projetando o orçamento para o mês seguinte à coleta dos dados, ou seja, o mês de outubro, a maior parte dos consumidores (59%) pretende cortar gastos, 32% pretende manter o mesmo o nível de gasto e apenas 5% pretendem aumentar o nível de gastos.

Os efeitos da crise se destacam entre as justificativas para os que irão diminuir o consumo: 23% mencionam os altos preços, 17% o desemprego e 8% a redução da renda. Além desses, 11% citam o endividamento e a situação financeira difícil e 9% citam a intenção de fazer reserva financeira. O fato de estar sempre tentando economizar foi mencionado por 22% dos entrevistados.

Desconsiderando-se os itens de supermercado, na lista dos produtos que os consumidores pretendem comprar no mês de outubro, os remédios lideraram (23%), seguido pelas roupas, calçados e acessórios (20%). Em seguida, aparecem as recargas para telefone celular (17%), perfumes e cosméticos (11%), materiais de construção (7%), eletrodomésticos (7%), salão de beleza (6%), artigos de cama, mesa e banho (6%). Bens de maior valor aparecem só ao final da lista, com os smartphone sendo citados por 5%, os carros citados por 3% e casa própria citada por 3%. Destacam-se ainda 25% que não pretendem comprar nenhum dos itens elencados.

Refletindo sobre o estado de suas finanças em setembro, a maior parte dos consumidores (43%) disse estar no zero a zero, isto é, sem sobra nem falta de recursos.

Não é baixo, a propósito, o percentual de consumidores que dizem estar no vermelho, isto é, sem conseguir pagar todas as contas – o percentual chegou a 36%. Apenas 15% disseram estar no azul, sendo que 4% pretendem gastar sua sobra de recursos e 11% pretendem poupar.

“Esses números mostram o impacto da crise e, em muitos casos, da negligência com as próprias finanças, nos orçamentos familiares. E, como não poderia ser diferente, acabam por impactar o consumo, seja pela decisão do próprio consumidor de adia-lo, seja pela restrição do crédito”, ressalta Marcela Kawauti.

Metodologia

A pesquisa abrangeu 12 capitais das cinco regiões brasileira, a saber: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, Brasília, Goiânia, Manaus e Belém. Juntas, essas cidades somam aproximadamente 80% da população residente nas capitais. A amostra, de 800 casos, foi composta por pessoas com idade superior ou igual a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais.


Fonte: Folha de S.Paulo

Juro baixo no Brasil faz investidor mirar oportunidades no exterior

PIB do Brasil sobe 0,2% no 2º trimestre de 2017

A queda dos juros no Brasil tem levado cada vez mais investidores a olhar para fora das fronteiras em busca de retornos maiores e diversificação de risco. Sem deixar o país, é possível acessar um cardápio de produtos que inclui títulos de outros países e ações de setores com pouca representação na Bolsa brasileira, como tecnologia.

"A redução dos juros força o investidor a repensar sua carteira e a comparar seu objetivo de longo prazo com o potencial de retorno que suas aplicações oferecem", afirma Rodrigo Araújo, diretor da gestora Blackrock no Brasil.

Os números da Anbima (associação das entidades do mercado) comprovam esse aumento. Fundos multimercados (que aplicam não só em renda fixa) com investimento no exterior viram sua captação crescer 23,4% nos 12 meses até agosto.

No caso dos fundos de renda fixa com exposição a ativos estrangeiros, o aumento foi de 19,6%, e, nos fundos de ações, de 14,3%.

Além do fator financeiro, os investidores brasileiros tentam reduzir a exposição ao risco político local, ainda mais com as incertezas sobre as eleições do ano que vem.

"Maio deste ano foi um bom exemplo da importância de ter uma diversificação e de não ter todo o patrimônio em investimentos no Brasil", diz Jan Karsten, presidente da gestora GPS. Em 18 de maio, um dia após o vazamento da notícia da delação do empresário Joesley Batista, da JBS, a Bolsa despencou quase 9% e o dólar disparou 8%.

Como faz

Os fundos são o veículo mais acessível para quem quer incluir ativos estrangeiros nos seus investimentos.

Produtos para pequenos investidores podem ter até 20% de investimento no exterior. Fundos voltados a investidores qualificados (com aplicações entre R$ 1 milhão e R$ 10 milhões) podem apostar até 40%. Pessoas com mais de R$ 10 milhões em investimentos não têm restrição.

Esses fundos compram cotas de fundos negociados em outros países. E é esse fator que faz com que o cardápio para o investidor brasileiro seja mais diversificado, afirma Enio Shinohara, que comanda a área de portfólios internacionais do BTG Pactual.

"Um exemplo é o setor de tecnologia. Se pensarmos nesse segmento nos EUA e na China, estamos falando de empresas de porte grande, crescimento de receita e lucros extraordinários", diz.

Dá para comprar também ações de empresas ligadas ao mercado de luxo, como Cartier e Ferrari. "É um setor que não tem representatividade no mercado brasileiro."

Há ainda os chamados investimentos alternativos. "Tem a oportunidade de aplicar em imóveis residenciais na região de Nova York, ou em um fundo que busca os próximos Ubers ou Airbnbs", afirma Shinohara.

Esses fundos costumam ter taxa de administração mais elevada que os conservadores e podem cobrar performance sobre o que superar seus indicadores de referência. A aplicação inicial é elevada, mas é possível acessar esses produtos com R$ 25 mil.

Grandes valores

Quem quer aplicar em ativos no exterior pode ir além dos fundos. Uma outra alternativa para o investidor é abrir uma conta em banco ou corretora no exterior e aplicar por conta própria, mas é preciso ficar de olho nos custos.

"Normalmente, os fundos são criados para investidores menores ou que não teriam condições de fazer uma remessa para fora ou abrir conta lá", afirma Jan Karsten, da gestora GPS.

Manter essas contas podem custar US$ 2.000 por ano, valor pouco acessível ao pequeno investidor.

A questão tributária também pesa, complementa Joelson Sampaio, professor da FGV (Fundação Getulio Vargas). "O investidor que quiser investir diretamente lá fora tem que estudar as regras de cada lugar, como se dá a incidência de impostos."

No Brasil, há ETFs (fundos que replicam índices de Bolsa) que espelham o indicador americano S&P 500. É uma forma de acompanhar o desempenho do principal índice da Bolsa americana -no ano, a alta é de 10,6%. A taxa de administração é menor, em torno de 0,5% ao ano, explicada pela gestão passiva.

O investidor consegue comprar BDRs (ativos emitidos no Brasil com lastro em ações estrangeiras) de empresas de tecnologia, mas pode sair caro. Um BDR da Alphabet, dona do Google, valia R$ 125,8 na sexta-feira (6). O do Facebook saía por R$ 270,23.

A liquidez é um risco tanto para o BDR quanto para o ETF. Se precisar do dinheiro antes do tempo, o investidor pode ter que vender pelo valor negociado no dia.

Renda fixa

No caso de aplicações conservadoras, os juros ainda em patamar elevado aqui quando comparados a outros países pesam a favor do Brasil.

"O Brasil ainda é um dos poucos lugares do mundo com juros interessantes. Não existe outro país civilizado e com instituições que funcionem que pague juros maiores que o Brasil", afirma Enio Shinohara, do BTG Pactual.

"Não há ainda demanda para título internacional pelo nosso nível de juros aqui", diz Luiz Felipe Santos, da BNP Paribas Asset Management.

Na Alemanha e no Japão, por exemplo, títulos soberanos (emitidos pelo governo) têm juros negativos. Ou seja, o investidor precisa pagar para comprar esses papéis.

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